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terça-feira, 7 de maio de 2013

Síntese: Aspectos e fundamentos da ética jurídica

A palavra Ética é originada do grego ethos, (modo de ser, caráter). Em Filosofia, Ética significa o que é bom para o indivíduo e para a sociedade. Define-se Moral como um conjunto de normas, princípios, preceitos, costumes, valores que norteiam o comportamento do indivíduo no seu grupo social. Moral e ética não devem ser confundidos. Enquanto a moral é normativa, a ética é teórica, e buscam explicar e justificar os costumes de uma determinada sociedade, bem como fornecer subsídios para a solução de seus dilemas mais comuns. Porém, deve-se deixar claro que etimologicamente "ética" e "moral" são expressões sinônimas, sendo a primeira de origem grega, enquanto a segunda é sua tradução para o latim. A ética também não deve ser confundida com a lei, embora com certa frequência a lei tenha como base princípios éticos.
Valores: o mundo ético é mais amplo que o jurídico e o condiciona, e que, "não há valores absolutos, mas apenas valores relativos; não existe uma Justiça absoluta, mas apenas uma Justiça relativa; os valores que nós constituímos através dos nossos atos produtores de normas e colocamos na base dos nossos juízos de valor não podem apresentar-se com a pretensão de excluir a possibilidade de valores opostos".
NORMA JURÍDICA

A norma jurídica é a célula do ordenamento jurídico (corpo sistematizado de regras, de condutas caracterizadas pela coercitividade e imperatividade). É um imperativo de conduta, que coage os sujeitos a se comportarem da forma por ela esperada e desejada. Há normas que têm como função orientar ou dificultar certos atos, sem sentido estritamente normativo. Como faz o Código Civil ao definir a classificação das coisas. No entanto, o tipo de sanção é diverso. E o que distingue as normas jurídicas das demais normas (morais, religiosas e de controle social - este último grupo é motivo de controvérsia na doutrina) é a sua cogência, isto é, a sua obrigatoriedade.
A norma não diz que o indivíduo se conduzirá de certa maneira, mas que ele deverá se conduzir de maneira certa
SITUAÇÃ FÁTICA

A situação fática do costume transforma-se numa vontade coletiva cujo sentido subjetivo é um dever-ser. Através do costume podem tanto ser produzidas normas morais como jurídicas. As normas jurídicas são assim consideradas se a Constituição da comunidade assume o costume, costume agora qualificado como criador de Direito.
NORMA E SUA VIGÊNCIA
Uma norma jurídica é considerada objetivamente válida apenas quando a conduta humana que ela regula lhe corresponde efetivamente, pelo menos numa certa medida. Uma norma que nunca e em parte alguma é aplicada e respeitada, isto é, uma norma que não é eficaz em uma certa medida, não será considerada norma válida. Um mínimo de eficácia é a condição de sua vigência.
VIGÊNCIA E EFICÁCIA

Vigência e eficácia de uma norma jurídica também não coincidem cronologicamente. Uma norma jurídica entra em vigor antes de ser seguida e aplicada. Uma norma jurídica deixará de ser considerada válida quando permanece duradouramente ineficaz.
Dizer que uma norma vale significa dizer que ela vale para qualquer espaço ou para qualquer período de tempo, isto é, que ela se refere a uma conduta que somente se pode verificar em um certo lugar ou em um certo momento.
FORÇA RETROATIVA

Uma norma jurídica pode retirar, com força retroativa, validade de outra norma jurídica que fora editada antes da sua entrada em vigor, pois foram as que os atos de coerção, executados, como sanções, sob o domínio da norma anterior, percam seu caráter de penas ou execuções, e os fatos de conduta humana que os condicionaram sejam despidos posteriormente do seu caráter de delitos. Além dos domínios de validade espacial e temporal, podem-se ainda distinguir um domínio de validade pessoal e um domínio de validade material das normas. Não é o indivíduo que fica submetido a uma norma, mas somente sua conduta.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O homem dos Ratos, de Freud


Exemplifica com o caso do paciente , chamado "Homem dos Ratos".
A analise do caso expõem a presença de idéias dicotômicas se manifestam na constante indecisão, um estado de dúvida que acaba paralisando o sujeito e impedindo-o de fazer escolhas.
Ao se tomar uma decisão é preciso suportar a perda de algo e é justamente isso que o obsessivo não consegue suportar.
Segundo Lacan 1999, o que caracteriza o sujeito obsessivo é a sua capacidade de pensar, mas com a característica de que ele pensa para si mesmo e para anular o desejo do Outro.
Na fase anal, é o sujeito que está sujeitado a demanda do Outro. Assim, a introdução na fase anal ocorre por ser o Outro quem demanda ao sujeito. O obsessivo não se manteria numa relação possível com seu desejo senão à distância para que esse desejo subsista. Assim, seu desejo vacila e se oculta na medida de sua aproximação. Contudo, se o obsessivo se dedica a destruir o desejo do Outro, tende a desvalorizar e depreciar daquilo que é seu próprio desejo.

Freud 1909 comenta sobre a onipotência do pensamento do obsessivo e que ele não age, ele cogita. Assim, enquanto o sujeito histérico fala, chama atenção; o obsessivo vive cogitando, encontra-se impedido pela ruminação e envolvido por dúvidas e incertezas.
Conforme Bouvet 2005 , há duas fases no estágio anal-sádico. Na primeira fase os desejos sádicos destrutivos com intenções de incorporação são predominantes; na segunda é o desejo de posse, de manutenção do objeto, que confere uma satisfação narcisista ao sujeito. Assim, os diferentes desejos expressam o caráter ambivalente tão presente na neurose obsessiva, isto é, a retenção, o amor, e a expulsão, o ódio. Diferentemente da tendência à integração das pulsões da fase fálica, no período anal-sádico ocorre uma dissociação das diferentes pulsões parciais com a separação de elementos do erotismo e da destrutividade. O autor também comenta que no investimento libidinal anal há um duplo prazer: o de reter as excreções e o de evacuá-las. Assim, em casos de formação acentuada no caráter anal, pode-se encontrar indivíduos que se relacionam com os seus objetos de interesse e amor na forma de ter prender e de dar, isto é, uma relação com a propriedade.

fonte: internet

sexta-feira, 15 de março de 2013

PROTEÇÃO DA SAÚDE MENTAL EM SITUAÇÕES DE EPIDEMIAS (CATASTROFES)

Original: Espanhol
Documento elaborado por: Unidade de Saúde Mental, de Abuso de Substáncias, e
Reabilitação (THS/MH)
Tecnologia e Prestação de Serviços de Saúde
Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS)


VULNERABILIDADE PSICOSSOCIAL
Deve-se enfatizar que os grupos mais vulneráveis são os que têm maiores dificuldades para reconstruir seus meios de subsistência e apoio social durante e depois da catástrofe.
Os padrões sociais e culturais determinam que homens e mulheres reajam de maneira diferente. Por exemplo, os homens tendem a reprimir as emoções dolorosas e sua expressão é interpretada como uma fraqueza. Sua resposta emocional pode ser a ingestão exagerada de álcool ou comportamentos violentos. As mulheres tendem a se comunicar mais facilmente entre si e expressar seus temores e buscar apoio e compreensão para si mesmas e seus filhos.
Transtornos psíquicos nos sobreviventes
No plano individual, muitas pessoas podem enfrentar uma crise, definida como aquela situação gerada por um evento vital externo que ultrapassa a capacidade emocional de resposta da pessoa. Isto é, seus mecanismos de enfrentamento são insuficientes e ocorre um desequilíbrio e incapacidade de adaptação psicológica.
Alguns critérios para determinar se uma manifestação emocional está se
tornando sintomática são:
• Prolongação no tempo;
• Sofrimento intenso;
• Complicações associadas (por exemplo, conduta suicida);
• Comprometimento significativo do funcionamento social e cotidiano.
* Os transtornos psíquicos imediatos mais freqüentes nos sobreviventes são os episódios depressivos e as reações de estresse agudo de tipo transitório. Também foi observado, às vezes, aumento de comportamentos violentos, bem como o consumo excessivo de álcool.
O luto
O luto é vivido com uma mistura de tristeza, angústia, medo e ira; no momento mais critico chega aos extremos de dor emocional muito intensa e o desespero;
As manifestações psicológicas mais freqüentes do luto são: recordações muito vívidas e reiterativos do morto e do ocorrido, nervosismo, medo, tristeza, choro, desejos de morrer, distúrbios de sono e o apetite, problemas de memória e concentração
mental, fadiga, pouca motivação e dificuldade para retornar ao nível normal de atividade, tendência ao isolamento, mescla de sentimentos ou emoções (por exemplo, sentir culpa, acusar os outros, sentir frustração, impotência, raiva, opressão etc.),
descuido da aparência e higiene pessoal e manifestações corporais diversas não específicas (como enjôos, náuseas, dor de cabeça, opressão no peito, tremores, dificuldade respiratória, palpitações, secura da boca).
O luto complicado é aquele que não evolui de “forma natural” e se transforma em patológico; em geral leva a um transtorno depressivo que é caracterizado pela tristeza profunda, perda da capacidade de se interessar pelas coisas e aproveitá-las, redução do nível de atividade e cansaço exagerado. Também são assinalados sintomas
como: redução da atenção e da concentração, perda de confiança em si mesmo, sentimentos de inferioridade e de culpa, perspectivas sombrias de futuro, pensamentos ou atos suicidas, transtornos do sono e perda do apetite.
Algumas recomendações para os sobreviventes e os que sofreram perdas importantes:
• Tratá-los como sobreviventes ativos e não como sujeitos passivos;
• Não medicalizar a atenção, nem necessariamente tratar as pessoas como doentes
psiquiátricos;
• Assistir e mostrar preocupação pela segurança física e da saúde;
• Assegurar-se de atender suas necessidades básicas;
• Proporcionar apoio emocional e um senso de conexão com outras pessoas;
• Assegurar a privacidade e o sigilo na comunicação;
• Facilitar para que expressem ou contem sua história e deixem suas emoções aflorar;
• Quem está oferecendo a ajuda psicológica deve desenvolver um sentido de escuta responsável, cuidadosa e paciente. Os membros das equipes de resposta devem explorar suas próprias concepções e preocupações sobre a morte e não devem impor sua visão aos que estão ajudando;
• Mais que conselhos se deve abrir a reflexão sobre o ocorrido e como enfrentar o futuro. As orientações devem se referir a questões práticas e abertura de canais de ajuda;
• Prover o máximo de informação possível e escutar os problemas para ajudar com que sejam canalizados;
• Promover o retorno à vida cotidiana, o quanto antes;
• Evitar a intrusão da imprensa ou de outros grupos;
• O apoio espiritual ou religioso é, geralmente, um instrumento valioso para acalmar os familiares.
A notificação da morte e o reconhecimento de cadáveres
É um momento crítico e difícil de ser enfrentado pois pode produzir reações emocionais fortes. Algumas recomendações úteis são as seguintes:
• Anteriormente à notificação, deve-se reunir toda informação possível sobre o falecido e as características de seu caso (evolução da doença, complicações etc.);
• Obter informação sobre as pessoas a serem notificadas;
• Assegurar-se de que o familiar adulto mais apropriado receba a notícia primeiro;
• A notificação será realizada diretamente e em pessoa;
• A notificação deve ser feita, preferivelmente, por duas pessoas;
• Usar as regras comuns de cortesia e respeito;
• Não levar à entrevista objetos pessoais do falecido;
Orientações para o pessoal que trabalhou na emergência, depois que ser reintegrado à vida cotidiana:
• Voltar à sua rotina o quanto antes;
• Realizar exercícios físicos e de relaxamento;
• Buscar contato com a natureza;
• Descansar e dormir o suficiente;
• Alimentar-se de forma balanceada e regular;
• Não tentar diminuir o sofrimento com o uso de álcool ou drogas;
• Buscar companhia e falar com outras pessoas;
• Participar de atividades familiares e sociais;
• Observar e analisar seus próprios sentimentos e pensamentos. Refletir sobre a experiência que viveu e o que ela significa como parte de sua vida.
Recomendações para comunicar o risco:
1. Coloquem-se no lugar do público;
2. Não tenham medo de assustar as pessoas;
3. Reconheçam a incerteza da situação;
4. Compartilhem os dilemas;
5. Permitam que as pessoas participem;
6. Estejam dispostos a especular de maneira responsável;
7. Não se deixem apanhar pelo jogo dos números;
8. Enfatizem a magnitude e não a probabilidade;
9. Orientem a reação de ajuste;
10. Informem ao público rapidamente e tentem ser totalmente francos e transparentes.

Obs.: Não sou especializado na àrea, esta é uma breve resenha sobre o tema, para esclarecer um pouco mais a população sobre como é dado o atendimento as vítimas, nestas situações, e os cuidados que o pessoal que trabalha em emergências deve tomar, após o evento para não desenvolver estresse pós-traumático.
Parabéns a todos profissionais e voluntários envolvidos no evento que realizaram um maravilhoso trabalho.

O que é abuso sexual infantil?

Em termos gerais, consideram-se abuso sexual infantil toda conduta em que um menor é usado como objeto sexual por parte de um adulto. É uma experiência traumática,sendo considerada pela vitima como um atentado contra sua integridade física e psicológica.
A palavra “abuso” não é suficientemente hedionda para descrever o que alguns adultos fazem contra as crianças. Pode-se considerar  “abuso sexual” uma expressão desagradável,mas,certamente não reflete a sordidez dos atos.Na realidade,alguns definem as conseqüências do abuso sexual infantil como “um tiro no aparelho psíquico das crianças “.
Perfil do abusador:
Embora seja difícil acreditar, as estatísticas internacionais apontam os pais biológicos como os principais responsáveis pelos abusos intra-familiares. Um estudo realizado em Buenos Aires,Argentina,entre 1989 e 1992,mostrou que os abusadores foram distribuídos assim:
42,5 % pais biológicos
23,7% parentes próximos
17,5% conhecidos não familiares
13,8% padrastos
Na maioria dos casos – 90 a 95%-, os abusadores são do sexo masculino. Devemos admitir que ignoramos a verdadeira magnitude do abuso praticado por mulheres,uma vez que é difícil desvendá-lo por meio das vítimas e é pouco registrado pelas estatísticas.
Características de personalidade associadas aos abusadores:
.Negação
.Excitação sexual com crianças
.Fantasias sexuais com crianças
.Distorções cognitivas para justificar ou autorizar intimidades sexuais (“Não causa dano. Se a criança faz tudo o que peço é porque ela gosta”)
.Relações sociais superficiais.
.Incapacidade de entrar em empatia com a vitima.
.Transtornos mentais associados:
Uso de drogas e depressão
Dilema das vitimas
Existe uma seqüência de comportamentos que se pode observar
Em crianças vitimas de abuso denominado “Síndrome de acomodação ao abuso infantil”. Cinco padrões de conduta aparecem na seguinte ordem:
1. Segredo.
O segredo é uma das precondições para o abuso. O agressor precisa dele e não hesitará em ameaçar a vítima.Procura fazer com que ela acredite que a revelação dos fatos causará uma crise terrível e perigosa.Desse modo,a fonte de temor se transforma numa prisão de segurança:se ficar calada,tudo correrá bem.
2. Desproteção.
A lógica adulta espera que a criança resista ativamente ao abuso sexual. Caso contrário,as crianças costumam ficar paralisadas,  ou se tratou de um pesadelo.Quando o abuso acontece em sua própria cama,a criança faz que está dormindo,muda de posição ou se cobre.A falta de autodefesa e o silencio não significam que a vitima aceita ou desfruta o contato sexual.Representam o mecanismo de defesa mais comum diante do trauma:crer que a
própria percepção dolorosa é improcedente ou negá-la completamente.
3. Acomodação.
Se o abuso se torna crônico, tem inicio a etapa em que a criança fica enredada, porque começam a funcionar os mecanismos de adaptação para se acomodar às demandas sexuais do adulto.
Terminada a situação do abuso, a vitima volta a “normalidade”,
dissociando de suas atividades normais o que experimentou durante a agressão. As crianças sentam-se caladas à mesa da família,retomam seus brinquedos e vão a escola.Para conseguir essa aparência de normalidade,entram em ação mecanismo de defesa que se caracterizam por manter as experiências traumáticas e os sentimentos associados a ela totalmente separados do restante dos hábitos diários,Todos esses mecanismos são considerados extremamente úteis para a sobrevivência na infância.No entanto,constituem grandes obstáculos para se conseguir a integração de personalidade adulta.
4. Revelação tardia,conflitiva e nada convincente.
Em geral, o segredo raramente vem à tona fora do grupo familiar,
pelo menos de forma espontânea. Muitas vezes essa revelação ocorre extemporaneamente,de modo conflitivo e nada convincente.Conseqüentemente,a versão tem  pouco credito,
uma vez que criança desenvolve problema de personalidade.
5. Negação.
Com a raiva e o desespero que motivaram a confissão, ficam subjacentes sentimentos de culpa pelo fato de a vítima acusar um parente e por não cumprir a obrigação de manter a família unida. Isso faz com que as crianças se arrependam de ter revelado o segredo.
Indicadores
O principal indicador do abuso sexual é o relato feito pela criança. Sempre é importante crer na criança e em seu testemunho.Em estudos realizados,apenas 1 a 4% dos casos relatados por crianças são falsos.Na maioria dos casos,elas não inventam um abuso sexual.
Dependendo do estágio de experiência traumática que a criança enfrenta, os indicadores psicológicos têm características diferentes no inicio do abuso, é mais freqüente detectar sinais e sintomas relacionados com estresse pós-traumático, ao passo que, na fase crônica, se desenvolvem condutas associadas à síndrome de acomodação ao abuso reiterado.
O que fazer em caso de suspeita
A primeira coisa mais importante,como já afirmamos,é acreditar no relato da criança. Em muitas ocasiões em que os indícios são fortes,é necessário interromper o contato da vítima com o agressor durante certo tempo,para que se faça um avaliação
Sem pressões sobre o menor. Se a pessoa que detecta o abuso considera que a criança se acha em situação de alto risco e o adulto não tem elementos suficientes para intervir,deve-se procurar a justiça para informar e solicitar colaboração.Não é necessário de advogado nessa fase.Qualquer cidadão pode fazer essas denúncias.
Indicadores psicológicos específicos
.Atitude de submissão
.Conduta agressiva com tendência a exteriorizar o conflito.
.Comportamento pseudomaduro ou readaptado.
.Indícios de atividades sexuais.
.Jogos sexuais persistentes e inadequados com crianças da mesma idade, com brinquedos ou com seus próprios corpos, ou
conduta sexualmente agressiva para com os demais.
.Compreensão detalhada e imprópria para a idade sobre comportamentos sexuais;
.Permanência prolongada na escola (chegar antes da hora e sair mais tarde), sem ausentismo.
.Má relação com os pais e dificuldades para desenvolver.
.Desconfiança, especialmente com pessoas importantes
.Falta de participação em atividades escolares e sociais
.Dificuldade de concentração nos estudos
.Brusca diminuição de rendimento escolar
.Temor exacerbado em relação a homens (nos casos em que a vitima é menina e o abusador, um homem)
.Conduta sedutora com homens (nos casos em que a vítima é menina e o agressor, homem)
.Fugas do lar
.Transtornos de sono
.Conduta regressiva
.Retraimento
.Depressão clinica
.Ideação suicida
Números da violência
Investigações feitas por organismos não governamentais mostram que 65 % das crianças de rua nas capitais dos países da America Latina se envolvem, de um modo ou outro, em exploração sexual.
Desses 15% sobrevivem de contatos sexuais remunerados e 50% se envolvem de alguma forma na exploração sexual, embora não de forma sistemática.
Segundo o UNICEF, na America Latina e no Caribe morrem 50 mil crianças anualmente por causas derivadas de abuso sexual.

Fonte da pesquisa: Quebrando o silencio
Casa editora- Marcos Blanco
Resumo de texto retirado da internet

Como Proteger os Filhos dos Conflitos Conjugais por -Bruna Detoni

Atualmente, diferentes famílias que chegam para atendimento têm apresentado características semelhantes em suas queixas. O que mais chama atenção são as dificuldades dos pais com relação à educação dos filhos, dificuldades estas tais como: colocar limites, expressar carinho, transmitir segurança, que aparecem de forma mais freqüente e intensa em alguns casos, principalmente, nas famílias que se apresentam desestruturadas, onde os papéis não estão bem definidos.
         Os pais, nestas situações, extremamente preocupados com seus conflitos conjugais, apresentam muitas dificuldades no exercício da sua parentalidade. Sendo assim, chegam procurando um tratamento para os filhos, mesmo sabendo que foram encaminhados para a terapia de família, ou seja, o filho chega como portador das dificuldades da família. Bergman (1996) afirma que os sintomas nas crianças normalmente estabilizam casamentos instáveis e quanto maior a magnitude do conflito conjugal, maior será a magnitude do sintoma. Desta forma, alguns conflitos conjugais e familiares acabam repercutindo no comportamento das crianças.
        Para Gottman (1997) os pais precisam ter com os filhos um tipo de comunicação aberta, inerente à preparação emocional. Além disso, os pais precisam ter outras fontes confiáveis de apoio social para os filhos, além da família imediata.
         As brigas conjugais são comuns a todos os casamentos, mas saber trabalhar com as diferenças e expressar abertamente os sentimentos delas oriundos, aceitando as emoções negativas como raiva e medo, ajudarão muito às crianças.
         O mesmo autor ressalta algumas formas de proteger as crianças dos efeitos negativos dos conflitos conjugais:
•  Trabalhar a emoção no casamento, ou seja, os casais que sabem lidar com as emoções no seu casamento demonstram ser pais mais capazes de lidar positivamente com as emoções negativas de seus filhos.
•  Não usar o filho como uma arma nos conflitos conjugais, sendo de fundamental importância que se possa separar a conjugalidade da parentalidade, esforçando-se para que os filhos se sintam seguros e amados por ambos, mesmo que para isso tenham que abrir mão em favor do outro, de parte de seu poder e autoridade.
•  Não permitir a intromissão dos filhos nas questões conjugais, o que é muito comum de acontecer, uma vez que eles assumem o papel de conselheiro e juiz matrimonial.
•  Avisar ao filho quando os problemas forem resolvidos, pois eles se tranqüilizam ao saber que os pais se entenderam.
•  Criar rede de apoio emocional, famílias de amigos que possam acolhê-los nestes momentos de conflitos.
•  Reservar algum tempo para quando estiver calmo conversar com a criança sobre como ela está se sentindo em relação aos problemas.
•  Ficar ligado nos detalhes da rotina da criança, sendo emocionalmente disponível para ela. A vida da criança continua mesmo com a agonia de uma relação conjugal se acabando. Os filhos necessitam da presença dos pais e, de forma especial, em períodos de tumulto familiar.
         Nestes casos em que os conflitos conjugais acabam tomando a maior parte do tempo e energia dos pais, estes devem se dar conta de que este é o momento em que seus filhos mais precisam de atenção, cuidados e carinho.

Referências bibliográficas
         Bergman, Joel S. (1996). Pescando barracudas: a pragmática da terapia sistêmica breve. Porto Alegre: Artes Médicas.
         Gottman, John (1997). Inteligência Emocional: a arte de educar nossos filhos. Rio de Janeiro: Objetiva..
Bruna Detoni

Filme Freud- Além da Alma

Além da alma é um filme norte-americano de 1962 É uma Biografia romanceada do pai da psicanálise, mostrando seus casos mais célebres e seu envolvimento com os pacientes.
Demonstra a história da elaboração da teoria psicanalítica, que procura explicar nossa constituição psíquica. Reconstrói a vivência e as descobertas de seu criador.
Freud revolucionou a maneira do ser humano ver a si mesmo dentro do infinito Universo. Ao afirmar que as ações e os desejos humanos não são frutos apenas da vontade e da vaidade humana, mas sim do nosso inconsciente, Sigmund Freud abalou o mundo científico e criou uma nova maneira de entender a psique humana. Em "Freud - Além da alma" de 1962 , John Huston pretende mostrar como as teorias freudianas esboçam a própria vida de um dos maiores gênios da Humanidade. Ansioso em obter respostas plausíveis para aplacar o sofrimento de seus pacientes, Freud enveredou-se à doutrina de Charcot e utilizou-se da hipnose em seus estudos sobre histeria. Embora seus estudos encontrassem a resistência da ala conservadora da Medicina, que via nas teorias de Freud uma ameaça à primazia do ser humano, Freud prosseguiu em sua linha de pensamento e descobriu que o ser humano é dividido entre o Consciente e o Inconsciente. É interessante observar como Huston conseguiu articular as descobertas de Freud com as próprias experiências pessoais do psicanalista, como a teoria que desenvolveu sobre o Complexo de Édipo, fundamentando-se na relação com seu pai morto. Mostra o conflito interior que viveu Freud enquanto tentava penetrar no obscuro inconsciente de seus pacientes, pois temia encontrar o inefável, o impensável. Na verdade, Freud temia encontrar a sua própria essência.
Além da alma é um filme acadêmico, inteligente e instigante, que nos permite uma melhor compreensão das teorias freudianas sobre o funcionamento do inconsciente humano e da irrupção do pensamento psicanalítico na sociedade vienense e, depois, no mundo.
A sessões analíticas baseadas na livre associação tornou-se uma regra indispensável e unida à interpretação dos sonhos serviu de ferramenta para que Freud lançasse os princípios centrais da psicanálise. A descoberta do inconsciente e de sua importância psíquica constituiu o fundamento da psicanálise. Enquanto tentava entrar no obscuro inconsciente de seus pacientes, onde viveu um terrível conflito interior.
Quando Meynert estava para morrer, chamou Freud, e comentou ter observado diferença nos artigos, escritos por Freud para o  jornal. Estavam menos agressivos, sem ferir ninguém, mais sóbrio e que aquilo só serviria para jogar no lixo. Perguntou-lhe se havia desistido da histeria, e disse: Eu tenho um caso clínico. Freud perguntou quem e a resposta de Meynert: "EU". Com todas as características: enxaqueca, pesadelos e até paralisia na mão... Você foi meu filho espiritual. Falou sobre a neurose que os dois tinham.
"Temi que você nos traísse. Fiz tudo para desacreditá-lo. Minha vida foi uma farsa. Usei mal meu talento. Escondi a verdade de mim mesmo. Suprimi meu eu verdadeiro. Resultado estou morrendo num estado de orgulho e ignorância. Não sei quem sou. Foi outro o produto do orgulho. Quebre o silêncio. Faça o que propôs fazer. Vá, nos traia. Precisamos de um traidor. Vá ao coração da escuridão. Expulse o dragão. Senão faço um pacto com o diabo.
Quão esplêndido acender sua tocha nas chamas do inferno. Adeus.
Após esta conversa com seu mentor e maior critico.
O pai de Freud falece. Freud não consegue entrar no cemitério, desmaia, tem um sonho amedrontador e diz para seu amigo Breuer que os sonhos têm sentido para aqueles que sonham, mas são ícones do inconsciente misturados com fatos do consciente, e de difícil interpretação. Descobre que havia algum erro de seu pai escondido nas profundezas da sua mente que ele não conseguia alcançar. Ao contrário das outras pessoas, Freud procurava abrir os olhos e enxergar o mal que seu pai lhe fizera.
Freud continua tratando da paciente Cecily, que fora antes de Breuer. Abolindo o método hipnótico por opção da própria paciente, Freud a leva a muitas lembranças através da livre associação, em estado plenamente consciente. Cecily fala de seus sonhos e fatos da sua vida, e Freud desvendando, certifica-se que pode chegar ao inconsciente mesmo com o paciente em estado consciente. Em meio a fantasias, que eram a verdade do paciente, criando situações que pareciam reais, por exemplo, quando disse ter sido molestada pelo pai na sua infância. Freud procurava buscar em que ponto da infância daquela jovem o trauma ocorreu. Cada vez mais, Freud via um recalque na infância, novamente, um problema de repressão sexual vindo da tenra idade da paciente. Antes mesmo de iniciar a fase do seu período da descoberta da sexualidade. E sua teoria, poderia realmente ir para o lixo? A criança, até aquele momento era pura , sem perversão?
O Mestre, volta a pensar em sua infância. O que causou o surto em frente ao cemitério. O sonho que vê a figura da sua mãe que o deixou sozinho para ir dormir com seu pai. Sentiu ciúmes, queria a mãe ali e não com o pai. Veio a culpa por achar que desonrou seu pai .
Quando pensar em desistir de tudo, sua esposa lhe lembra de uma frase escrita em seus cadernos de estudo universitário:
"O progresso é como andar, consegue-se perdendo e ganhando equilíbrio. É uma série de erros... De erro em erro acaba-se descobrindo a verdade.O falso é às vezes a verdade de cabeça para baixo". Descobre que no universo da fantasia pode estar a realidade. Quando a jovem dizia que o pai a molestou, na verdade ela queria possuir seu próprio pai. Uma fantasia transportada para a fase adulta, que não sendo trabalhada, tornou-se um recalque.
Freud continua a falar, dizendo que a criança tem um desejo, a mãe, e tem um concorrente, o pai. A criança se vê de frente com um rival, o desejo da criança passa a ser reprimido se transformando em ódio e amor.
Cada ser humano tem esse desafio, de se confrontar com o seu complexo e de supera-lo. Se conseguir superar se torna um ser humano completo, se não se tornará um neurótico, fadado a vagar pela vida inteira, cego e sem um lar.
A psicanálise revelou o inconsciente do homem e como ela o iluminou... Sigmund Freud revelou outra parte da nossa mente - O funcionamento em segredo - que pode até mesmo controlar nossas vidas.
obs: Filme completo no youtube, vale muito a pena ver.
Resenha de material do Wikípédia
FSantanna.