quinta-feira, 30 de junho de 2016

Estudo mostra que maioria de menores infratores não tem pai em casa

por Redação28 jun 2016


Importante levantamento realizado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, analisando o histórico familiar dos menores infratores no estado.

De acordo com a Folha de São Paulo, que divulgou o relatório, dois em cada três jovens infratores vêm de famílias que não têm o pai dentro de casa.

O estudo leva em conta cerca de 1.500 jovens entre 12 e 18 anos que cometeram delitos na cidade de São Paulo entre 2014 e 2015. Desse universo, 42% dos jovens, além de não viver com o pai, não tinham nenhum contato com ele.

Ainda segundo os dados, 37% dos jovens entrevistados têm parentes com antecedentes criminais, o que pode indicar uma influência negativa dentro da própria casa. “Pela experiência, é possível dizer que uma família funcional e presente, seja qual for sua configuração, é o primeiro sistema de freios que um jovem terá sobre suas condutas”, diz o promotor Eduardo Del-Campo, que durante um ano catalogou casos de menores infratores.

fonte:http://abordagempolicial.com/2016/06/menores-infratores-pai/

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Gado Rastreado, Caminho sem volta

01/03/2010

Eles nascem já monitorados por especialistas, logo ganham carteira de identidade e entram para um banco de dados que acompanhará toda a sua trajetória, inclusive depois da morte. O rastreamento do gado, do pasto às prateleiras dos supermercados, toma força no país. A garantia de origem da carne e a certeza de que ela é de qualidade passaram a ser exigências do consumidor brasileiro, antes mesmo de se tornarem requisitos para o produtor alcançar o comércio internacional. E para não ser excluído desse mercado, pecuaristas dão os primeiros passos para adoção de um sistema eletrônico de coleta e armazenamento de dados.

Não será de um dia para outro que todo o rebanho nacional poderá ser identificado. Afinal de contas o Brasil tem  o maior rebanho comercial do mundo, com quase 190 milhões de cabeças de gado. O processo, contudo, precisa ser acelerado. Missão de técnicos da União Européia(UE) chega, esta semana, ao Brasil, líder no ranking de exportação de carne bovina, para verificar fazendas e plantas frigoríficas habilitadas à exportação. A inspeção tem como objetivo identificar justamente se as exigências de rastreabilidade estão sendo cumpridas, para que as relações comerciais sejam mantidas. Entre amanhã e o dia 15 receberão as visitas de técnicos europeus fazendas de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, e Rio Grande do Sul.

Para o secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(SEAPA) de Minas Gerais, Gilman Viana Rodrigues, Minas está mais que preparada para receber os fiscais da UE. "O estado tem pouco mais de 10% do rebanho brasileiro, mas representa um terço  das fazendas credenciadas do  país. Das 1897 propriedades da lista, 639 estão aqui. Não é à toa que somos os maiores exportadores para a UE. Nosso trabalho é rigoroso, por isso não temos nada a temer", disse. Ele explicou que os técnicos checam a situação das propriedades enquadradas no Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Origem Bovina e Bubalina (Sisbov) e verificam a situação sanitária. Entre as exigências previstas no programa de rastreabilidade está a adoção de brincos ou chips eletrônicos para identificação dos bovinos, bem como o seu registro por um período mínimo de 90 dias na base de dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Mapa).

A exigência alimenta o mercado. Rastrear o gado do pasto até o prato é o negócio da mineira Safe Trace. Dois jovens da Univerisdade Federal de Itajubá criaram em 2005 - quando o mundo sofria surtos do mal da vaca louca, que restringiu a circulação de carne produzida em países acometidos pela doença, reduzindo sensivelmente o comércio internacional - uma tecnologia de identificação por rádio frequência para informar ao cliente a procedência da carne. A Fir Capital, gestora de fundos de Venture Capital do qual faz parte o mineiro Guilherme Emerich, comprou a idéia e aperfeiçoou  o modelo. "O projeto tinha uma fragilidade: identificava o caminho somente até o frigorífico. Hoje, é possível rastrear desde o nascimento até o pedaçõ da carne na bandeja do supermercado", disse Rodrigo Argueso, economista que era sócio da Fir Capital até assumir a presidência da Safe Trace.

Quase cinco anos e R$ 5 milhões de investimentos depois, os parceiros chegaram ao produto final: um chip que pode vir em forma de brinco eletrônico ou do chamado bólus, uma cápsula de cerâmica engolida pelo boi. Com a implantação, as informações são cadastradas e ficam disponíveis na internet. São dados como a propriedade em que nasceu, sexo, peso, vacinas. Na prateleira do supermercado, o consumidor encontra a bandeja de carne com uma etiqueta com o código de barras e um número que remete ao animal que originou o produto. "O sistema garante o cumprimento das exigências da União Européia e também atende o consumidor brasileiro, que a cada dia mais se assemelha com a demanda do consumidor europeu", afirmou. O supermercado Verdemar foi o primeiro a oferecer aos clientes carne rastreada da fazenda à gôndola com a auditoria da Safe Trace. O SuperNosso foi atrás. Para o consumidor final, o quilo da carte custa até R$ 0,50 mais caro. Mas, ao que tudo indica, clientes estão dispostos a pagar mais.


Controle dá segurança à seleção de animais


Outra empresa que ganha espaço no mercado de rastreabilidade é a Compex. A companhia desenvolveu o  Sistema de Rastreamento de Rebanhos(SISRAR) a pedido da Agropel, fazenda produtora de gado de corte localizada em Paracatu, no Noroeste de Minas Gerais. A ferramenta permite que o pecuarista faça o controle da sanidade e do desmpenho individual de cada animal, o que facilita a obtenção da certificação para venda à abatedores homologados para exportar. "É tudo feito com código de barras, como se o gado fosse um produto do supermercado que ao pasar pelo caixa tem todos os dados já registrados", explica Paulo Roberto Mingrone, da equipe de desenvolvimento de aplicações da Compex.

Segundo ele, o computador não vai ao pasto, mas sim um leitor portátil que pode cair no chão e tomar chuva, com autonomia para funcionar por cerca de uma semana sem precisar ser recarregado. "O equipamento dispensa o apontamento manual. As planilhas preenchidas à mão estão sujeitas a erros", diz. Na prática, quando o animal nasce é colocado um brinco amarel que leva um código de barras co 15 dígitos. Qualquer informação sobre o gado - data de nascimento, vacinação, peso, entre outros dados -  vai para esse arquivo individual. O sistemas permite o cadastro de até 50 mil animais. O custo é acessível. Cada coletor custa U$$1,6 mil, somada a mensalidade de R$ 350 referente à licença de uso do software.

De acordo com Caroline Rovena, proprietária da fazenda Rio Grande, controlada pela Agropel, as melhorias vão além do simples fato de poder rastrear o animal. "Todos os procedimentos de pesagem, vacinações, exames, montas e inseminações são registrados e ficam no histórico de cada animal. Isso possibilita a implantação de um programa de melhoramento genético", explica. Há ainda, a vantagem de identificação de roubo de cabeças e separação dos lotes de animais em operações de vacinação.

Ela critica as brechas no controle sanitário do país. "A rastreabilidade ainda não é obrigatória desde o nascimento do animal. A legislação exige a identificação de somente 90 dias anteriores à venda. Por isso, sabe-se de qual propriedade a carne é, mas não se tem idéia sobre como o animal foi criado, o que comeu, o que tomou de remédio. Então, esse trabalho que fazemos hoje pode parecer que é perdido, mas o mercado não terá saída", pondera Luiz Henrique Amadeu, gerente de operações da Divisão de Cerâmicas Avançadas da Saint-Gobain para a América Latina, acredita que a difusão da rastreabilidade no país será como o do celular. "A tecnologia demora ser introduzia, mas vai ganhar espaço rapidamente", diz.

Em 2005, a Saint-Gobain do Brasil, Divisão Cerâmicas Avançadas, desenvolveu um material cerâmico usado na identificação eletrônica animal. "A previsão era de que o produto seria comercializado inicialmente na Europa. Porém, no Brasil, foi identificada a necessidade de uma solução completa, incluindo o identificador eletrônico e os demais equipamentos periféricos necessários ao funcionamento do sistema de identificação(leitoras e antenas) e que fossem totalmente fabricados em território nacional", explicou. Assim, 2006, teve início o desenvolvimento da linha de produtos e foi criada a divisão Certag, que passou a ser comercializada em 2008. "Existem diferentes instrumentos: brinco eletrônico, código de barras e tem o sistema intrarruminal. Este é inviolável", defende.

Amadeu explica que a cápsula de cerâmica com o chip é introduzida pela boca por meio de um aplicador e se aloja no estômago. Fica presa ali em função de suas dimensões(68 milímetros e 72 gramas), ou seja, não há possibilidade de ser expelida pelo animal."As informações são lidas por rádio frequência.  É o mesmo sistema anti-roubo de lojas de shoppings. A rastreabilidade, reconhecida na Comunidade Européia, está na identificação do animal", compara.(PC)


O que diz a Lei

A lei da rastreabidade na cadeia produtiva das carnes de bovinos e de búfalos(nº 12.097/2009) foi sancionada no fim do ano passado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com as novas regras, os agentes econômicos que integram a cadeia de produção ficam responsáveis, em relação à etapa de que participam, pela manutenção, por 5 anos, dos documentos fiscais de movimentação e comercialização de animais e produtos de origem animal que permitam a realização do rastreamento para eventual consulta da autoridade competente. Os controles deverão ser implementados até novembro de 2011.

Fonte: Safe Trace

fonte: http://www.safetrace.com.br/st2010/Pagina.do?idSecao=17&idNoticia=145

terça-feira, 9 de junho de 2015

O método finlandes para acabar com o bullying que está revolucionando a Europa


Transmitir valores como respeito, tolerância, amizade e bondade, deve ser uma prioridade no sistema de ensino. Conhecer esta iniciativa bem sucedida da Finlândia para lutar contra o bullying escolar.

Um grupo de crianças encenaram uma situação de assédio moral Um grupo de crianças encenaram uma situação de escola.
O programa Kiva não só pára o bullying, mas também aumenta o bem-estar e motivação para estudar

Finlândia tem sido o ponto de referência para a educação em toda a Europa e agora também está tornando-se também um espelho no qual o continente está olhando para reduzir o bullying. Kiva acrônimo para Kiusaamista vastaan (anti-bullying) é um detalhe tomado programa de cuidados que o país nórdico está a fazer o bullying e cyberbullying parar em suas salas de aula. Implementado e em 90% das escolas de educação básica sucesso foi tão esmagador que contar ou não com este projeto e é uma exigência que muitos professores e alunos têm em mente ao escolher e avaliar uma escola onde trabalhar ou estudar.

Depois de uma década sem eliminar os casos de bullying e cyberbullying entre os estudantes, chegou um momento quando o então ministro da Educação, Antti Kalliomäki, considerou seriamente a resolução do problema e falou a um grupo de pesquisadores da Universidade Turku, que tinha 25 anos estudando as relações entre as crianças. Um ano depois, em 2007, ele iniciou o programa Kiva, financiada pelo próprio Governo, e desenhado por esta equipe.

Os casos de bullying desapareceu em 79% das escolas e diminuiu em 18% dos casos de bullying desapareceu em 79% das escolas e foram para baixo 18%
"O projeto foi colocado em movimento aleatoriamente em escolas finlandesas", diz Christina Salmivalli, professor de psicologia na Turku e um dos criadores do Kiva. A universidade conduzida alguns anos mais tarde, um estudo para avaliar a forma como o programa se desenrolava. Os resultados foram espectaculares. "Foi o maior estudo na Finlândia. Eles envolveu 234 centros em todo o país e 30.000 alunos entre 7 e 15 anos. Kiva havia reduzido todos os tipos de assédio nas escolas. Os casos de bullying desapareceu em 79% das escolas e caíram 18% ", explica o professor.

Abaixo de 40% no primeiro ano

Apenas um ano de implementação os pesquisadores descobriram que, em alguns cursos assediado o número de crianças caiu ainda 40%. Mas também trouxe descoberta surpreendente de que "escola Kiva também aumenta o bem-estar e motivação para estudar, ao diminuir ansiedade e depressão", diz Salmivalli.

Ao contrário de outros modelos que se concentram exclusivamente na vítima e no agressor ", Kiva tentar mudar as regras que regem o grupo. Dentro do grupo esto os outros, essas pessoas não assediam, eles observam, eles são testemunhas, são os que riem. Através da comunicação não-verbal que transmite a mensagem de que é apenas diversão ou é bom, mesmo se eles têm uma opinião diferente. Não há necessidade de mudar a atitude da vítima, para ser mais extrovertido ou menos tímida, mas sim influenciar testemunhas. Não se envolver em atos de bullying,  isso gera a mudança da atitude do agressor. O objetivo é aumentar a conscientização sobre a importância das ações do grupo e ter empatia, defender e apoiar a vítima. "




O programa

E assim que segue no programa. Os alunos recebem uma pontuação de classes 7, 10 e 13 anos para reconhecer as diversas formas de assédio e melhorar as relações. Há dez lições e trabalhos realizados ao longo do ano lectivo no respeito pelos outros, a empatia ... Material característica: manuais para professores, jogos de vídeo, uma intone virtuais, reuniões e conversas com os pais .. . "Nós percebemos que muitas vítimas infantis não denunciam. Então, nós adicionamos uma caixa de correio virtual. Desta forma, pode reclamar se eles são vítimas ou testemunhas e ninguém sabe ", diz Christina Salmivalli. Para se ter uma idéia, o Kiva Watchers afirma que o uso recreacional coletes reflexivos para aumentar a sua visibilidade e para lembrar os alunos que a sua tarefa é ser responsável pela segurança de todos.

Em cada escola há uma equipe Kiva, que consiste em três adultos que são colocados para trabalhar, logo que tenha conhecimento de um caso de bullying ou cyberbullying no centro. «Primeiro ato como um filtro para reconhecer se um assédio ou blip sistemática. Em seguida, reunir-se com a vítima para dar apoio, ajuda e segurança. Eles também falar com os valentões que fica ciente de suas ações e mudança ", diz ele.

O professor Salmivalli está lançando o programa em outros países e buscando parceiros para  estendê-lo. O projeto já ganhou reconhecimentos internacionais e tem sido exportado para o Reino Unido, França, Bélgica, Itália, Suécia, Estados Unidos ... também proporcionando resultados muito animadores. Verificou-se que a intimidação diminuiu entre 30 e 50% nestes países durante o primeiro ano de aplicação Kiva. Na Espanha, algumas escolas e organizações já manifestaram interesse por esta iniciativa. "Nós não podemos frequentar as escolas ao redor do mundo que escrevem para nós individualmente. O professor conclui que em cada país existe uma organização para estender o projeto com parceiros locais para fornecer investimento para traduzir o programa para pagar o desenvolvimento de licença Kiva e salário de um coordenador internacional ".

fonte: http://www.diariovasco.com/

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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Pesquisa sobre estresse entre policiais será apresentado em amostra científica


Data da Notícia 2014-11-17 

O artigo intitulado o "Estresse entre policiais civis de Roraima: a importância do Núcleo de Saúde e Auxílio Psicossocial", de autoria da chefe do Núcleo de Saúde da Polícia Civil de Roraima, Mônica Lopes, será apresentado nesta quarta-feira, 12, na II Amostra Científica da Faculdade Cathedral em Boa Vista. O evento está previsto para as às 19 horas.

Mônica Lopes, que é graduanda do curso de Psicologia da Faculdade Cathedral, observa que a pesquisa aborda a importância do Núcleo de Saúde e Auxílio Psicossocial da Polícia Civil do Estado de Roraima, face às incidências e efeitos do estresse, considerado um dos principais riscos ocupacionais existentes no ambiente de trabalho, causadores de danos e ou agravos à saúde dos Policiais Civis.

Segundo ela, a pesquisa tem como objetivo principal evidenciar a importância da prevenção, tratamento e acompanhamento dos policiais e seus familiares, incluindo a promoção da saúde, de qualidade de vida e bem-estar no exercício de sua função.  Para a realização do trabalho, Lopes utilizou como metodologia de trabalho um estudo de análise documental e bibliográfica do tipo descritiva, tendo como referências dados obtidos nos relatórios do Núcleo de Saúde e Auxílio Psicossocial da Polícia Civil de Roraima - NSAP, durante o período de Junho à Outubro de 2014. Também, do Programa de Prevenção e Gerenciamento do Estresse desenvolvido em 2011 pela Secretaria Estadual da Segurança Pública - SESP, em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública – SENASP.

"O relatório do Programa consta a sugestão da criação do Núcleo de Saúde e auxílio Psicossocial da Polícia Civil, criado conforme a Lei Complementar nº223 de 27 de Janeiro de 2014, Art.19-D, no qual dentre suas atribuições constam ações de promoção e acompanhamento biopsicossocial, individual e coletivo, atendimento psicológico aos Policiais Civis e familiares, preparação do profissional para a aposentadoria, ações voltadas à prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, considerando os parâmetros preconizados pelo Programa de Qualidade de Vida SENASP/MJ", esclarece.

Lopes observou que atualmente os princípios e as metas de necessidade da valorização dos profissionais, na tentativa de reduzir os riscos de adoecimento no desempenho de suas funções, buscam o modelo biopsicossocial entre as dimensões biológicas, psicológicas e sociais.

"Mesmo com o ambiente de trabalho inadequado, muitas vezes o policial precisa adaptar-se, contudo, no decorrer dos anos, as doenças ocupacionais começam a surgir. Como maior consequência, observamos a sobrecarga física e emocional, ocasionadas pelo acumulo de estresse gerado por um ambiente hostil e dificuldade de enfrentamento diante de situações difíceis que exige do profissional, um nível de atenção elevada", disse.

Para ela, diante do contexto, acredita-se que é necessário maior investimento na qualidade de vida do policial civil através de ações de saúde, mudança de cultura institucional e valorização do profissional influenciando o bem-estar, dando continuidade aos trabalhos e otimização das atividades de Polícia Judiciária do estado de Roraima, visando os princípios de competência, primazia do interesse público e da Administração.

Mônica Lopes informou que para a elaboração da pesquisa teve como orientadora a professora mestre em psicologia, Bianca Jorge Sequeira e como co-orientadora, a psicóloga e  especialista em Recursos Humanos, Darlim Saratt Mezomo.

"Esta pesquisa é importante devido a relevância do trabalho que vem sendo realizado hoje no Núcleo de Saúde e Auxílio Psicossocial e que tem surtido efeitos positivos na saúde do policial civil e seus familiares, pois visa uma melhor qualidade de vida, a valorização e saúde desse profissional".



fonte: sesp.rr.gov.br

"Polícia que dá exemplo", artigo de Luis Flavio Sapori sobre a PCMG


fonte: PC.MG

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Drogados e Dominados


Droga como ferramente de dominação social
(Droga a escravidão do sec. XXI)


Libertar a mente, viajar, fazer a cabeça, dentre outras. 
Já parou para se perguntar a quem interessa o uso de drogas?
Muitos jovens acreditam que usar drogas é uma forma de se libertar da sociedade opressora. Será?
A “industria da droga”: o narcotráfico é o segundo item do comércio mundial, só sendo superado pelo tráfico de armamento, atualmente com uma cifra anual superior a US$ 500 bilhões. Sendo mais lucrativa que o comércio internacional de petróleo. 
Então a quem interessa o uso de drogas? 
Ao pequeno traficante? Ao usuário? Ou a uma grande industria, financiada por grande empresários, e mantida por governantes? Quem tem total interesse que o povo se mantenha alienado, e distante das disputas de poder, tomando a real consciência de seu papel social, de cobrar, exigir, e dirigir a sociedade?
Na Bolívia (país pobre e vizinho do Brasil) os traficantes detêm o controle das principais empresas, e de cada três bolivianos, um lucra com os derivados do narcotráfico. 
A coca já representa 75% do PIB boliviano, e de 23% de outras nações. As burguesias nacionais miraram seus investimentos na "economia do crime", dominando os recursos dos Estados e monopolizando um acúmulo de riquezas, que permitiu aos mafiosos colombianos situarem-se no ranking dos multimilionários do mundo. 
O consumo de drogas foi universalizado pelo capitalismo, diretamente associado à exclusão social, marginalidade, pobreza e desocupação. O capitalismo oferece crack, cocaína e heroína aos jovens que não pretende empregar. 
Então bem vindo ao maravilhoso mundo das drogas! 
Coloque esta coleira no pescoço e se torne mais um escravo moderno, atirado a margem da sociedade, excluído das melhores oportunidades, servindo aos interesses de burgueses opressores e governos desonestos, pois, é mais fácil escravizar através da droga uma multidão jovens alienados, e ignorantes de seus direitos, do que oferecer estudo de qualidade, emprego e oportunidades a eles. Pois uma juventude sadia, e consciente de seus direitos é muito mais difícil de ser manipulada. 
Então você ainda quer ser escravo? 

Por: Fernando Sant'Anna
Baseado em: O comércio de drogas hoje. de Osvaldo Coggiola

quarta-feira, 3 de setembro de 2014


Por Danillo FerreiraOpinião (http://abordagempolicial.com/)




Discutir qual a essência do trabalho policial é fundamental para definir suas prioridades. Falar de essência é definir o que deve permear todos os seus procedimentos, o que deve ser transversal ao seu trabalho e, consequentemente, o que deve ser prioritário para as corporações. Ao desvendar a essência, é possível encontrarmos “não essências”, ou seja, aquilo que está posto como prioritário e transversal mas que não deveria ter sido colocado nesse patamar.

Neste texto pretendo fazer o contrário. Primeiro vou apontar o que parece não ser essencial, mesmo que seja necessário e faça parte do ofício policial, para então revelar o que pode ser considerado a essência do trabalho policial.

O trabalho policial não é essencialmente “burocrático”

O termo burocracia tem um sentido técnico específico para os teóricos da Administração, mas aqui estamos nos referindo à obsessão pelos procedimentos por vezes repetitivos e desconectados com a necessidade de objetividade, pragmatismo e foco nos resultados. Há policiais que preferem se dedicar a amontoados de papéis em vez de se lançarem ao relacionamento com as pessoas, geralmente mais produtivo e eficiente.

Internamente, privilegiar a burocratização torna tudo difícil, principalmente para aqueles que ocupam os níveis hierárquicos inferiores, mais ligados à execução prática do serviço policial. Não se trata de abrir mão da segurança jurídica necessária ao trabalho policial, mas de torná-lo o mais dinâmico possível.

O trabalho policial não é essencialmente belicista

Os últimos anos têm se caracterizado pelo aumento da violência no Brasil – a quantidade de homicídios é o principal diagnóstico para essa realidade. Mas diferente de uma realidade de guerra, onde simplesmente demonstração de força bélica garante uma “vitória”, não é tão simples lidar com a violência em uma sociedade democrática. Aliás, até mesmo a guerra contemporânea contém elementos não bélicos em jogo (econômicos, político-diplomáticos etc). Se a questão fosse de demonstração de força, resultados significativos teriam sido alcançados, já que até mesmo as Forças Armadas estão entrando no jogo da segurança pública no país ultimamente.

Além do mais, qualquer policial que atua no serviço ordinário sabe que, apesar da escalada da violência, a maior parte do trabalho policial se refere à resolução de pequenos conflitos. Negociações e intervenções onde é preciso mediar interesses de partes. Desse modo, embora seja fundamental que o policial esteja preparado para situações de risco, fica claro que o belicismo não é a essência da atividade.

O trabalho policial não é essencialmente político

Também desconsiderando os diversos conceitos utilizados pela teoria política, é preciso evitar situar o trabalho policial como instrumento dos poderes políticos, no sentido eleitoreiro. Não pode ser foco da atuação policial a satisfação das vontades políticas de ocasião, em detrimento das demandas legais e sociais que são superiores a qualquer autoridade.

Nesse sentido vale a pena discutir a quantidade de orientação política na atuação policial, que geralmente é diretamente proporcional à incapacidade das polícias se mostrarem com isonomia e imparcialidade. Quanto mais afundada em politicagens, mais os profissionais policiais desconhecem a verdadeira natureza de seu ofício, pois precisam estar atentos aos sopros dos ventos do poder circunstancial.

O trabalho policial é essencialmente social

Após considerar o que não é a essência do trabalho policial, vamos à sua essência: o social. O social no sentido da construção de laços em uma comunidade, garantindo não apenas que a polícia seja bem vista pelas pessoas, mas que os policiais sejam capazes de mediar conflitos e incentivar aproximações em alternativa à violência – fruto do distanciamento, do desconhecimento, da falta de alteridade entre os indivíduos. Como representante do Estado mais presente nas redes sociais (há polícia nas ruas de todos os municípios do Brasil), é indispensável assumir essa responsabilidade que, para além da presença, garanta infiltração e construção social.

O policial é um fomentador social em uma comunidade, que tem tanto sucesso em sua missão quanto mais integração ele consegue fazer crescer. Isso é prevenir as violências. O policial de sucesso é um líder, um “hub”, uma referência para os cidadãos no seu espectro de atuação.

Embora esse artigo não pretenda discutir as carências e necessidades para que essa essência tome seu devido lugar, obviamente é preciso que tais homens e mulheres sejam valorizados, tenham direitos cidadãos garantidos e tenham a necessária segurança para atuar. Também não é preciso dizer que essa essência não elimina a necessidade de tecnologia, equipamentos (inclusive armamento), inteligência, preparo técnico-jurídico etc.

Como toda essência, essa deve ser a prioridade e a urgência para o trabalho das polícias. Quem considera esse entendimento sonhador não quer admitir o quanto temos dificuldade em sua implementação, ao tempo em que sonhamos ingenuamente, aí sim, com a repressão que ponha fim a todas as violências. Milhares de vidas e bilhões de reais gastos e, por décadas a fio, só vemos o problema se aprofundar.

fonte:http://abordagempolicial.com/

terça-feira, 19 de agosto de 2014

O POLICIAL BRASILEIRO (O JOGADOR, O POLÍTICO, O POLICIAL E O PROFESSOR... BRASILEIROS de Carleial.Bernardino Mendonça)


O policial brasileiro é um dos mais mal pagos no mundo e um dos mais rejeitados profissionais. Embora exerça a mais perigosa e importante atividade social, juntamente com os seus colegas Bombeiros, o policial militar e civil, além de mal remunerados, não tem o merecido valor reconhecido  por quem ele protege e por ela arrisca, diariamente, a própria vida... A Sociedade! É o cúmulo da ignorância, injustiça e, até, de desumanidade para com os mais importantes defensores da Lei e da Ordem. É tamanha a rejeição ou menosprezo pelo policial que, a maioria das pessoas, quando se defronta com esse representante da lei, não o cumprimenta e até vira o rosto para não fitá-los. Observa-se muito isto, quando uma viatura da polícia pára no semáforo ao lado de um carro qualquer. O motorista e as pessoas do carro fingem que não vêem a viatura policial e torcem para que o sinal luminoso logo fique verde para sair de perto dos policiais. Este procedimento é motivado pelo fato de a maioria dos brasileiros ter a consciência pesada e por medo da Lei teme o confronto com a autoridade representada pelo policial ao lado. Com referência a isto, realizamos uma pesquisa de campo, durante mais de 10 anos , quando ouvimos cerca de 3.000 pessoas de diferentes idades, classes sociais e culturais. A pesquisa avaliou a honestidade dos entrevistados e se referiu à pergunta: “o que fará você se achar algo de valor na rua, principalmente dinheiro?”
Ao final, o estudo nos relatou o grau de (des) honestidade da maioria do Povo brasileiro. Apenas 2(duas) das milhares de pessoas que responderam ao questionário, afirmaram que devolveriam ao dono, ou entregaria o objeto de valor ou o dinheiro achado, à uma autoridade. Além da desonestidade espiritual, temos a desobediência Legal; tendo em vista que este comportamento é o crime denominado “Apropriar-se de coisa achada”, tipificado no artigo 169, ll, do Código Penal Brasileiro; com pena de detenção de um mês a um ano ou, multa. De tanto ver a desonestidade oficializada dos políticos e governantes, as pessoas se acostumaram com a ilegalidade, se condicionaram e imitam o comportamento desonesto. De certa forma, isto é um exemplo que nos mostra que um Povo que elege e reelege representantes corruptos... Também é corrupto.
Voltando ao Policial, verifica-se que as mesmas pessoas que não dão valor e rejeitam a autoridade policial; são as mesmas que as procuram quando se sentem ameaçadas. Como é possível rejeitar e não valorizar aqueles servidores públicos que são os únicos que arriscam as próprias vidas para nos defender e nos salvar? Quais os outros profissionais, além dos policiais e dos bombeiros que, dia e noite, mesmo estando em férias ou nas suas folgas estão dispostos a nos atender diante das inúmeras ameaças a que estamos expostos? Quantos já ficaram paralíticos e morreram combatendo aqueles que nos querem tirar os nossos bens e a nossa vida?  No País dos contrastes e da inversão dos valores e, com o advento das chamadas “Comissão de Direitos Humanos”; o policial é sempre considerado o “opressor” e, o bandido é a “vítima”. Quantas famílias de policiais mortos ou inutilizados pelos criminosos receberam a assistência material, psicológica, legal e humana dessas “Comissões”; mesmo quando em folga ou em férias nos socorrem em assaltos, roubos,crimes, agressões e desavenças familiares? Chegou-se ao ponto de atemorizar os representantes da lei, quando tem que fazer uso de suas armas para se defender e de nos defender! Parece até que querem que o policial seja primeiro ferido ou morto para poder defender-se das armas mais modernas e sofisticadas dos criminosos. O policial não pode atirar primeiro contra os terríveis e(cada vez mais) perversos criminosos; se o fizer, ele é considerado o “criminoso” e, os delinqüentes... As vítimas! E, quanto ganha o Policial para cumprir a sua perigosa missão de nos salvar e dar-nos segurança? A média salarial de um Policial em início de carreira é de R$ 2.500,00. O certo, justo e humano será pagarmos os senadores, deputados e vereadores com o salário dos policiais e agraciarmos quem tanto nos defendem, com os valores pagos mensalmente aos políticos.
Faça um pequeno esforço de memória e imagine que você acorda amedrontado com um barulho na sua casa e, amedrontado, pressente que vai ser assaltado! Quem você chamará, seja de noite, madrugada ou de dia? O político que você elegeu, o jogador que tanto você grita por ele nos jogos ou o policial que você desconhece, rejeita e paga tão mal? Pense nisso...
Além das atividades de segurança pública, proteção, dar apoio, etc., o que mais fazem os policiais? Fazem tudo, apagam fogo, prestam os primeiros socorros aos doentes e acidentados, amparam idosos e realizam com sucesso muitos partos dentro ou fora das viaturas e atende emergências de parturientes pobres dentro de suas casas, fazendo nascer novas vidas, sendo feridos e...Morrendo! 

extraido do texto:  O JOGADOR, O POLÍTICO, O POLICIAL E O PROFESSOR... BRASILEIROS de Carleial.Bernardino Mendonça

fonte:http://carleialbernardino.blogspot.com.br/

quarta-feira, 16 de julho de 2014

OAB é a favor de conciliação feita em delegacia; MP é contra

16/07/2014


A possibilidade de delegados fazerem conciliação em casos envolvendo delitos de menor potencial ofensivo gerou um longo debate na Câmara dos Deputados. Enquanto alguns representantes de classe defenderam a letigimidade da proposta, que contou inclusive com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, outros alegaram que não cabe ao delegado esta atribuição.

O debate, de três horas de duração, foi promovido pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara na manhã desta terça-feira (15/7). O Projeto de Lei 1.028/2011 prevê este tipo de conciliação, com o nome de “composição preliminar”, e só valerá para a reparação de danos civis decorrentes de crimes de menor potencial ofensivo. De acordo com o texto, uma vez aceito acordo, ele será homologado por um juiz, depois de ouvido o Ministério Público.

Segundo o relator do projeto na CCJ, deputado José Mentor (PT-SP), a finalidade do PL 1028/11 é simplificar o atendimento nos Juizados Especiais Criminais e diminuir o custo do processo criminal, para uma melhor prestação jurisdicional. O texto em análise na CCJ é o substitutivo apresentado pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR). O projeto original é do deputado João Campos (PSDB-GO).

Para o procurador da República Marcelo Paranhos, que estava representando a Procuradoria-Geral da República, a proposta é inviável. "Um acordo deve ser algo livre e o ambiente das delegacias brasileiras não oferece condições psíquicas para isso. Não é um ambiente propício ao diálogo, à formação de acordos", afirmou.

Paranhos lembrou ainda que não é preciso criar mais atribuições aos delegados que mal cumprem as suas funções atuais."A polícia já possui uma taxa de eficiência baixa. Não é necessário criar ainda mais atribuições para os delegados. É preciso, sim, investir em instituições mais vocacionadas para isso, como a Defensoria Pública e a própria advocacia", completou.

O procurador da República afirmou ainda que, ao contrário dos que defendem a aprovação do texto, o projeto não irá diminuir a demanda do Judiciário, pois não atinge as principais causas que congestionam os Juizados Especiais.
"O congestionamento dos JECs é uma realidade, mas é determinado sobretudo por demandas cíveis. A maioria são questões envolvendo pessoa física contra pessoa jurídica, principalmente prestadores de serviços. Esse projeto de lei não irá auxiliar em nada a redução deste tipo de processo, logo pouco ajudará para desafogar o judiciário", disse Paranhos.

A promotora de Justiça Alessandra Campos Morato, representante da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público, reforçou a tese contrária ao projeto. Ao entrar em detalhes da lei, Alessandra afirmou que o texto é vago e causa preocupação.

"O artigo 69 do projeto não especifica que tipos de infrações o PL abrange. Fala apenas em crimes de menor potencial ofensivo. Inclusive, no parágrafo 3º deste mesmo artigo, fala sobre a possibilidade em caso de violência doméstica. Isso acaba com toda a luta da mulher. Esses detalhes mostram o risco de se levar esse projeto adiante. Esse projeto é um retrocesso ao tempo que o cidadão não tinha acesso à Justiça. Não se pode transformar o judiciário apenas em um homologador de decisões dos delegados", concluiu.

Estratégia de não judicialização
Ao rebater os argumentos apresentados contrários ao projeto, o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, afirmou que o PL atende ao desejo da sociedade e está inserido na Estratégia Nacional de Não Judicialização (Enajud), lançado pelo Ministério da Justiça no último dia 2 de julho.

Ele também defendeu que seja derrubado o estigma de que delegacias são cadeias públicas. "Delegacia não deve ser confundida com cadeia. Isso de que a delegacia é um ambiente de coerção é um preconceito. A delegacia não deve ser um centro de opressão, mas sim um ambiente acolhedor", disse.

O conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil Pedro Paulo Guerra de Medeiros complementou a fala de Ribeiro dizendo que, quando foi sugerido criar delegacias para mulheres, houve essa mesma discussão sobre o ambiente. "As delegacias atuais não comportam. Mas a ideia é construir um novo modelo de delegacia para isso. Na época que se cogitou criar uma delegacia para mulheres houve esse mesmo receio, e hoje elas estão funcionando".

Exemplo do Necrim
Marcos Leôncio Ribeiro citou o Núcleo Especial Criminal (Necrim) de São Paulo como exemplo. Entre as atribuições do Necrim está a conciliação preliminar de pequenos conflitos.

O representante da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil, Cloves Rodrigues da Costa, apresentou dados que comprovam a eficiência do Necrim. Segundo ele, atualmente há 35 Necrims em funcionamento no estado. Somente em 2013, esses ógãos fizeram 15.671 audiências com um total 91% de acordos.

Ele explicou que o funcionamento do Necrim é diferente do atendimento prestado nas delegacias. Segundo Costa, o atendimento se dá num prédio diverso e as partes têm um tratamento diferenciado. Além disso, observou que as conciliações são feitas sempre pelos delegados na presença de um representante da OAB.

O exemplo do Necrim foi rebatido pela promotora de Justiça Alessandra Campos Morato. "Se está funcionando bem em São Paulo, sem nenhum questionamento, é porque o projeto já é legal e constitucional e, por isso, não precisa de lei para justificar sua execução", concluiu.

Participação dos advogados
Representada pelo conselheiro Pedro Paulo Guerra de Medeiros, a OAB se posicionou completamente favorável ao projeto apresentado, desde sejam feitas algumas melhorias no texto.

"A OAB acredita no projeto, mas é preciso lapidá-lo. É necessária, por exemplo, a participação de um advogado nesse processo de conciliação. É preciso encontrar um ponto de equilíbrio no projeto, que atenda a todos. Além disso preciso que se especifique os crimes passíveis de conciliação pelos delegados", afirmou.

Quem também aprovou com ressalvas o projeto foi a Associação dos Magistrados Brasileiros. "É preciso fazer uma correção no projeto. A manutenção e o gerenciamento desse sistema de conciliação deve ser supervisionado pelo Judiciário", disse o presidente da AMB, João Ricardo.

Em seu entendimento, é preciso rever as formas de intervenção do Judiciário e a polícia brasileira. "É preciso uma reformulação da polícia brasileira, que deve se tornar uma instituição pacificadora, seguindo o modelo que já existe em outros países. É preciso lembar que a possibilidade de mediação pela polícia não significa impedir o acesso à Justiça. O acesso à Justiça não é apenas peticionar", explicou.

O coro a favor da aprovação do projeto foi reforçado pelo presidente da Associação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Ernane Ribeiro Pitangui. Segundo ele, esse projeto permite aos delegados agilizar a solução dos conflitos e desafogar o judiciário.

Possibilidades limitadas
Com um posicionamento contrário, o vice-presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República, José Robalinho Cavalcanti, entendeu que o projeto não estimula a conciliação. "Ele tolhe as iniciativas por limitar a possiblidade aos delegados. É importante destacar que o delegado não é a pessoa ideal para dirigir uma conciliação. 

O delegado deve focar nas atribuições que já possuem. Se existe alguém que possa dirigir essa conciliação é o advogado ou o defensor público".

Representando os policiais federais, o vice-presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais afirmou que os policiais não possuem condições de ter mais essa atribuição. "Nós não temos condições de levar os envolvido para uma delegacia. Isso aumenta a burocracia. Quanto tempo irá demorar no processo de levarmos até a delegacia, fazer a conciliação, passar pelo MP e chegar ao Judiciário para homologação? Os policiais federais não têm condições de absorver mais esta atribuição", disse.

Fonte: Revista Consultor Jurídico

copiado do site da PC.PR

sexta-feira, 16 de maio de 2014

PLANO CONTRA ROUBO da Police de Interior da França

PLANO CONTRA ROUBO

O ministro do Interior, Manuel Valls, lançou um plano para lutar contra assaltos e roubos. O quartel-general da polícia é parte dessa luta que já leva ativo por vários meses. Explicações.
Plano contra o roubo de casa
Em 2012, a polícia registrou 352-600 assaltos a nível nacional, incluindo 234 mil contra o diretor ou residências secundárias e 60.000 contra o industrial, comercial ou financeira. No mesmo ano, foram notificados 5.321 roubos.
Se é uma preocupação central do Ministério do Interior, a luta contra o roubo também continua sendo uma das prioridades do prefeito da polícia.
Tal como foi reiterado pelo Prefeito da Polícia Bernard Boucault, no Conselho de Paris de 22 de Abril, o novo plano de ação implementado pela proximidade Direcção de Segurança da aglomeração Paris (DSPAP) e entrou em vigor em início de Março, aplica-se a Paris e todos os departamentos do primeiro anel, com variações locais, dependendo das metas e prioridades estabelecidas para cada departamento.
Neste contexto, a sede da polícia na primavera passada lançou uma nova campanha de comunicação sobre  bons reflexos e boas práticas para ser contra roubo  caiu como folhetos e cartazes.
A análise dos dispositivos passado mostra que para lutar eficazmente contra roubo, ações devem ser em três níveis, uma complementares e indissociáveis:
  • prevenção
  • segurança operacional e
  • monitoramento judicial.
Assim, o plano é baseado em três objetivos: o aumento do uso de vídeo-vigilância e prevenção remédio, a melhor utilização do espaço público, apoiando a ação legal e da polícia técnica e científica.

SAIBA MAIS

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Polícia constrangida

12 de maio de 2014 
 
O Estado de S.Paulo
Está em curso no País uma perigosa inversão de valores na área de segurança pública. A polícia, a quem cabe a manutenção da ordem e a repressão ao crime, tem sido tratada por formadores de opinião cada vez mais como uma entidade truculenta e criminosa, responsável pela violência contra inocentes. Essa percepção poupa os delinquentes reais, isto é, aqueles que de fato agridem a sociedade, enquanto os policiais são submetidos a diversas formas de constrangimento a seu trabalho, muito além do que determinam as leis e os manuais de conduta.

Tome-se o exemplo mais recente, a morte do bailarino Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, no morro Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro. Douglas provavelmente foi vítima de tiroteio entre policiais e traficantes no local. Mesmo antes de saber exatamente de onde partiu o tiro que o matou, moradores e familiares imediatamente atribuíram o crime à polícia - a mãe do rapaz chegou a dizer que ele foi torturado por policiais. Foi a senha para protestos contra a polícia, que incluíram faixas nas quais se lia "Fora, UPP" e "UPP assassina", referência às Unidades de Polícia Pacificadora, eixo da política de segurança pública no Rio.

É compreensível que, sob forte emoção, os familiares de Douglas tenham hostilizado aqueles que lhes pareceram culpados pelo crime.

No entanto, o que se viu no Rio foi a exploração grosseira da tragédia por parte dos que pretendem enfraquecer a luta do Estado contra os narcotraficantes que há décadas dominam os morros e as favelas do Rio.

Não é por outra razão, aliás, que os famigerados black blocs, contumazes baderneiros, engrossaram as manifestações. Para essa turma, lei e ordem são instrumentos de "dominação burguesa". São os sócios perfeitos da bandidagem.

Como sabe todo cidadão amante da paz social, a vida piorou nas grandes capitais brasileiras desde que esses ativistas resolveram impor sua vontade sem qualquer consideração pelos interesses coletivos, paralisando ruas e avenidas, quebrando vidraças de lojas e de agências bancárias e incendiando carros e ônibus - tudo em nome de suas utopias totalitárias.

Quando foi acionada para fazer o que dela se espera, em alguns casos a polícia cometeu alguns equívocos reprováveis, como o uso exagerado da força. Embora tenham sido pontuais, esses problemas se transformaram imediatamente em senha para que se tentasse desmoralizar todo o trabalho policial, transformando os agentes da lei em inimigos, causando embaraços ao poder público e deixando o caminho livre para a baderna travestida de "movimento social".

Formou-se então uma aliança de conveniência entre o ativismo irresponsável e o crime organizado - que ademais nadam de braçada graças a um discurso acadêmico e político irresponsável que romantiza a afronta ao Estado e que qualifica a repressão policial, por princípio, como um ataque aos pobres e à democracia.

É evidente que se deve questionar a eficácia das UPPs como política de segurança pública, em razão da reincidência da violência nos últimos tempos, assim como se deve criticar duramente a truculência policial nas ruas de São Paulo, não só durante manifestações, mas, principalmente, no dia a dia da cidade.

O descontentamento da população com o trabalho da polícia, em especial quando demonstra seu despreparo para atuar sob pressão, é legítimo e deve servir como incentivo para que o Estado reforme e aperfeiçoe a corporação. Faltam, por exemplo, instrumentos mais eficientes de controle da letalidade policial no Brasil, uma das mais altas do mundo.

Isso nada tem a ver, porém, com o exagerado descrédito das forças de segurança pública. Perguntar a quem interessa alimentar essa imagem da polícia é ocioso.

Certamente não é ao cidadão comum, que espera sair para o trabalho e voltar para casa sem ser molestado por assaltantes, assassinos e traficantes ou bloqueado por ativistas fascistoides que sequestram o espaço público e se nutrem do caos.

fonte:http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,policia-constrangida,1165459,0.htm

terça-feira, 6 de maio de 2014

Especialista fala sobre a mente dos criminosos

A analista criminal virou aliada da polícia e da Justiça na resolução de casos considerados complexos.

Desde que se interessou a estudar o que se passa na mente de assassinos, Ilana Casoy começou a acompanhar casos de grande repercussão no país, como os crimes do casal Richthofen e da menina Isabela Nardoni. Dona de um currículo invejável, a analista criminal virou aliada da polícia e da Justiça na resolução de casos considerados complexos.

Autora de quatro livros, Ilana se tornou uma das mais importantes autoridades no assunto. Em abril último ela esteve em João Pessoa e conversou com a reportagem do JORNAL DA PARAÍBA. Em quase uma hora de conversa, na cobertura do hotel onde ela ficou, no Cabo Branco, Ilana disse que qualquer pessoa pode cometer um assassinato, contou detalhes dos casos que acompanhou e revelou que, mesmo depois de tantos casos, ainda perde o sono toda vez que conversa com um homicida. A entrevista completa você acompanha abaixo.



JORNAL DA PARAÍBA - Qualquer pessoa é capaz de matar?

Ilana: Sim, qualquer um pode cometer um assassinato, o que vai variar é o motivo. Por isso existe a tese da legítima defesa.

JP: Você já teve medo de ficar frente a frente com um homicida?

Ilana: Eu tremo sempre, não porque ele é um assassino, mas porque é uma situação ímpar, você está dentro de uma penitenciária, que é precária. Apesar disso não temo pela minha segurança, mas como conduzir a conversa. Tenho muito respeito por qualquer pessoa, não importa se ela matou. Eu quero ouvir e analisar várias partes de sua vida. Não quero saber do crime, porque isso está no jornal, no processo. Eu sempre tremo porque será sempre a primeira vez com aquele assassino.


JP: Em algum momento se comoveu com algum assassino?

Ilana: Todos me comovem. Quando a gente vê na televisão, a gente só vê o crime, o monstro. Mas quando passo horas conversando vejo a pessoa por trás do crime. A pessoa não é só isso, o crime é um recorte da vida dela. O assassino tem mãe, pai, tem uma família e também desgraças. Não que a história triste dele vá justificar o ato que cometeu, não é isso, mas há uma coerência entre a história e o resultado. Dificilmente alguém que provoca esse resultado tem uma história maravilhosa.

JP: Então podemos dizer que crianças e adolescentes que vivem em situação de miséria, em um lar desestruturado, estão mais propensos a cometer crimes no futuro?

Ilana: Não podemos dizer isso. Quando a pessoa já matou, você encontra esses fatores com muita facilidade: família desestruturada, miséria (nem sempre), etc. Contudo, isso não vai predizer um comportamento futuro. Temos pessoas que sofreram abandono, negligência, abuso sexual e maus tratos e que vão usar toda essa energia para o bem. Vale de trás para frente, mas não o contrário.

JP: Aqui na Paraíba temos um montante considerável de inquéritos não concluídos, problema muitas vezes atribuído a perícias mal feitas. Como você analisa essa situação?

Ilana: Vejo falhas não só na perícia, mas no sistema de Justiça. O Brasil é um dos países com os menores índices de solução de casos de homicídios, algo em torno de 10% a 12%. Na Inglaterra esse índice chega a 90%; nos Estados Unidos a 70%.

JP: Outra situação recorrente é a não preservação do local do crime. Como isso interfere na investigação?

Ilana: Esse é um dos pontos de falha, mas não é o único. A dificuldade de comunicação entre as polícias, perícia, Ministério Público, médicos legistas, juízes, advogados de defesa, psicólogos e psiquiatras é outro grande problema. Quando o caso é de grande repercussão essas partes conversam entre si e os resultados são mais eficientes, mas a regra não é essa.

JP: Você acompanhou os crimes dos Richthofen e de Isabela Nardoni. O que mais tocou você nesses casos?

Ilana: Olha, no caso Richthofen eu estava dentro da perícia, no caso Nardoni eu acompanhei pela promotoria, já na segunda fase do processo. Tudo me marcou, cada dia é diferente, não tem como eleger um momento específico, porque tudo é muito difícil.

JP: E por que esses dois casos viraram livros?

Ilana: Eu queria contar um júri, mas não tinha nada definido. Quando eu entrei no caso Richthofen imaginava que falaria sobre o júri, mas isso acabou não acontecendo. O júri de Suzane e dos irmãos Cravinhos não era bom para contar em um livro, não era bom para a literatura. 
Quando surgiu o caso Nardoni, eu pedi ao juiz para ler o processo. Passei dez dias lendo os volumes e tive convicção de que tinha sido o casal. A decisão que seria um livro veio no final de tudo.

JP: No caso Nardoni tivemos o pai e a madrasta que mataram a menina inocente, em 2008. Agora temos outro crime semelhante: do garoto Bernardo, cuja suspeita de sua morte recaiu sobre o pai e a madrasta também. Como você analisa esses casos de família?

Ilana: Na maioria dos casos de assassinatos de crianças, os primeiros suspeitos são mesmo os pais, e existe, estatisticamente, uma lógica nesse pensamento, mas é necessária a investigação. Infelizmente as crianças são agredidas principalmente dentro de casa, pela família. Esses casos ocorrem toda semana, mas apenas alguns ganham notoriedade, e eu não sei explicar isso. Às vezes falta pauta na redação e os jornalistas passam a acompanhar determinado crime, sei lá. O que sei é que os casos de família são impressionantes e causam mal-estar. São pessoas que supostamente amariam e protegeriam as crianças.

JP: A Paraíba teve nos últimos anos dois crimes de muita comoção: a chacina do Rangel, na qual sete pessoas da mesma família foram mortas pelos vizinhos a golpes de facão, e o caso do estuprador do Geisel (no qual um homem foi reconhecido por mais de 25 vítimas). Os autores desses crimes estão presos e têm comportamento exemplar, segundo a Administração Penitenciária. Podemos acreditar na mudança deles?

Ilana: Essa história todo mundo conhece. Eles são super bem comportados, é uma característica desses criminosos. Eles sabem ficar longe de problemas, têm discernimento. São manipuladores, portanto, não vão se colocar em risco lá dentro. Os criminosos mais graves, que não são doentes mentais, tendem a ser os que melhor se comportam nos presídios.

JP: E os crimes passionais, são mais fáceis de entender?

Ilana: É uma condição do momento. Não aguento a pessoa viva, nem morta. Mas a morte, nesse caso, não separa, é mais forte que um casamento, pois no crime passional os nomes dessas duas pessoas ficarão unidos para sempre.

JP: E a imprensa, ajuda ou atrapalha na investigação?

Ilana: A imprensa precisa entender a responsabilidade que tem. Acho que nenhum jornalista faz por mal, mas tem que ter essa preocupação. Acho que a imprensa e a polícia poderiam se entender melhor. É preciso encontrar o equilíbrio nessa relação.

Ilana Casoy é autora dos livros: Serial Killer: louco ou cruel?, Serial Killer made in Brasil, O Quinto Mandamento e A prova é a testemunha.

fonte:http://www.jornaldaparaiba.com.br/noticia/125817_especialista-fala-sobre-a-mente-dos-criminosos

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

O fim da era de ouro da PF

17/02/2014 - O fim da era de ouro da PF {Por: Ivenio Hermes} A era de ouro da Polícia Federal parece estar tendo sérios riscos de deixar de existir. As grandes operações e as prisões de criminosos, cujo cargo, influência, poder ou dinheiro não importavam, estão ameaçadas por uma determinação no mínimo estranha. O fato é que já está vigorando há pelos menos 62 dias o formulário de dados cadastrais das operações de inteligência, que apresenta um novo campo, de preenchimento obrigatório, onde agentes federais precisam informar se dentre as pessoas investigadas existem pessoas de evidência política (pessoas politicamente expostas), contendo inclusive o nome delas. E ainda vai além, pessoas ligadas a figuras públicas importantes também devem ser mencionadas. A presença do filtro/controle político na operação policial fica mais perceptível quando o agente responsável pela investigação ou outro servidor envolvido na operação, é convocado para esclarecer qual é exatamente a suspeita, na sede do Departamento de Polícia Federal em Brasília. Esse controle da atividade de inteligência policial dentro da Polícia Federal, relembra as antigas ações ditatoriais onde a polícia era usada para punir os politicamente contrários à corrente que se queria estabelecer no Brasil, algo que foi praticado e sugerido pelo engenheiro químico americano Robert Hayes agente da CIA (Agência de Espionagem e Inteligência dos Estados Unidos), cuja atividade principal era auxiliar o governo brasileiro na espionagem e repressão contra militantes de esquerda durante o regime militar (1964-1985) (informação divulgada em 7 de Outubro de 2001 pelo Jornal do Brasil) e comprovado pela cientista política americana Marta Huggins em seu livro Polícia e política: Relações Estados Unidos/América Latina. Aparentemente a situação atual continua tendo a mesma conotação política, só que agora o controle é nacional, interno e de teor impeditivo para uma boa investigação, haja vista que poderá beneficiar partidários como prejudicar contra partidários, exatamente como ocorria na cultura da ditadura. Essa divulgação não é modelo das organizações de inteligência policial em investigações de corrupção e crimes do colarinho branco em geral, ela faz parte de um conjunto de medidas adotadas pela CIA como forma de combate à espionagem e contraespionagem cujo resultado possa colocar em risco a vida do Presidente, a soberania norte-americana ou o interesse maior da segurança de seus cidadãos em casos de terrorismo internacional. A premissa de que a informação preenchida no formulário da Polícia Federal seria usada para dimensionar a demanda com recursos, tanto no âmbito financeiro como na utilização de efetivo a ser empregado nas ações, medidas operacionais e futuras prisões, e assim ampliar a capacidade da polícia, não justifica. Se esse fosse o caso, Henrique Pizzolato, ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, condenado a 12 anos e sete meses de prisão por diversos crimes, inclusive corrupção passiva e lavagem de dinheiro, não teria logrado êxito em sua fuga. Pelo contrário, o enfraquecimento do controle de vazamento em investigações facilita justamente ações como a de Pizzolato, que está refugiado na Itália, país cujo acordo de extradição com o Brasil, não é obrigado a extraditá-lo porque ele possui dupla cidadania. Seja qual for a intenção para a adoção desse procedimento, ela precisa de uma fundamentação melhor, afinal, a própria assessoria da Polícia Federal declarou que essas informações alimentam o sistema eletrônico da PF e são repassadas para o Ministério da Justiça, onde o próprio Ministro José Eduardo Cardozo fica ciente de todos os políticos em evidência investigativa. São controles desse tipo que tem causado grande diminuição na capacidade de ação e na produtividade da Polícia Federal, como por exemplo o número de indiciados nos crimes de quadrilha ou bando (artigo 288 do Código Penal), geralmente relacionados ao crime organizado, onde a atuação caiu de 4.941 indiciados em 2007, para apenas 759 em 2013 (dados obtidos até o final do mês de novembro) conforme o gráfico acima demonstra, além de mostrar o que está acontecendo em outras modalidades de combate ao crime, algumas mais alinhadas às condutas ilegais de pessoas de evidência política. O controle político sobre a polícia é uma desvirtuação da segurança pública. As polícias estaduais já sofrem com isso através de fortes pressões do poder executivo eleito, e vivem em constante luta pela capacidade de atuar com liberdade de ação. As polícias judiciárias pouco intervém nos crimes envolvendo políticos, justamente por estarem em papel de dependência. Proteger e servir o cidadão brasileiro é dever da polícia, e essa obrigação não é somente com aqueles que detêm algum tipo de poder ou influência, mas também, e principalmente, com aqueles mais necessitados de uma polícia forte. A divulgação de informação sigilosa pode trazer sérios prejuízos à sociedade, pois o controle político da atividade policial age como meio inibidor da capacidade de investigação. A sociedade brasileira precisa de uma segurança pública plena, exercida por uma polícia que não tenha sua capacidade limitada pelas forças políticas e sim por sistemas legítimos de aferição da qualidade de trabalho. Onde agentes não sejam colocados em posições fragilizadas, no caso de se depararem com criminosos que usam ternos e gravatas, cuja prática criminosa é sutil e muitas vezes muito mais cruéis do que aquela imagem do bandido estereotipado que pulula o imaginário popular. [SOBRE O AUTOR:] Ivenio Hermes é Escritor Especialista em Políticas e Gestão em Segurança Pública e Ganhador de prêmio literário Tancredo Neves. Colaborador e Associado Pleno do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Consultor de Segurança Pública da OAB/RN Mossoró. Integrante do Conselho Editorial e Colunista da Carta Potiguar. Pesquisador nas áreas de Criminologia, Direitos Humanos, Direito e Ensino Policial. fonte: http://www.cobrapol.org.br/noticias.asp?cod=1921